Partamos do princípio de que a principal caracteristica da
filosofia é a originalidade.Não se pode filosofar sem
primeiro elaborar um conceito original de Filosofia.
E todo adolescente Sabe:
O melhor método para Ser original é contrariar os
Velhos.
O Caio Prado, autor do tema "O que é Filosofia"na famo-
sa col. primeiros passos, diz que se trade, no meu enten
der, de justificar o Conhecimento.
Acho que ele quer dizer que a filosofia seria aquela se-
nhora que reclamaria uma justificativa para o Conheci-
mento humano, perguntando o que o validaria , ou com
que direito nós dizemos que tal coisa é ou não é assim
ou assado.
No meu entender ninguém deveria duvidar do senso comum,
por ex., de que o céu é azul.Parece-nos que as afirmações
do nosso senso comum nos são dadas pelos sentidos e como
o próprio nome diz, são dadas, são objetivas, não partem do
sujeito, partem do objeto, ou de fora para dentro.
Então só posso concluir que o objeto do conhecimento filosófico
não é questionar ser o céu azul e a copa das árvores verdes, já
que são DADOS dos sentidos. Mas, quando alguém criou o gênero
cor, abstraindo de azul e verde algo cujos sentidos não "davam",
surge um Problema...cuja soluçao seria o objeto da Filosofia
cont..
E que problema seria esse, cuja solução é o
objeto da filosofia?
Acho que para nós isto parece algo bobo e até
sem sentido devido a já herdamos automatica
mente estas noções em nossa linguagem e cul-
tura já como um DADO.
é isso mesmo, ou to viajando?
Então,...
Sabemos que a linguagem é comum aos grupos humanos
em qualquer estado de civilização, mas quando esta lingua-
gem natural passa a ser objeto de estudo tal qual o é nossa
Gramática, seria isto a Filosofia?
então...
A Gramática sempre me despertou uma certa
curiosidade.Se a lingua é viva e natural, qual
a necessidade da Gramática?
Alguém saberia responder?
Por ex.:
Para haver comunicação através da Língua,
não precisamos saber que certas palavras
são substantivos, outras adjetivos, verbo etc.
Não precisamos de teoria para falar, é como
andar de bicicleta, ou andar, simplesmente.
Agente aprende e pronto.Pergunte a uma pes-
soa, que nunca foi à escola, o que é um subs-
tantivo e verá uma cara de espanto.
Às vezes se diz que o modo de pensar oriental é
diferente do nosso.Não seria isso devido à Gramá-
tica? Será que na gramática deles as categorias são
as mesmas de Aristóteles?
Alguém poderia dizer:
Pô, Jamil, não viaja na maionese, isso
do que você tá falando é apenas uma
classificação uma questão de Lógica,
não de Ontologia.não encana com isso
Então quer dizer que macieiras não existem, nem
flores, nem mesmo rosas?!!! - É tudo só palavras,
palavras e palavras...???
bem..
A minha última postagem deve ter parecido
um pouco estranha, quando disse, em outras
palavras, que o chamado realismo ingênuo,
ou, pela filosofia do realismo ingênuo, as pa-
lavras tornam as coisas reais.
É como se a linguagem, em sua natural clas-
sificação ou nomeação dos objetos, tivesse
também o poder de torná-los reais.
Ou seja, o nome "maçã" e uma maçã são
coisas muito diferentes
melhor dizendo...
Não estou falando que há uma diferença entre
uma maçã e a palavra falada ou escrita "maçã"
na acepção de símbolo e objeto simbolizado.
Estou falando do SUBSTANTIVO maçã, mas não do
substantivo enquanto classificação gramatical,mas
dele como uma categoria ontológica
clareando um pouco mais
É claro que seria fantasioso identificar o símbolo à coisa
simbolizada. Até o senso comum percebe essa diferença.
Não é disso que estou falando.
Vejamos um exemplo, ou parábola:
No romance do Gabriel Garcia Marques CEM ANOS DE SOLIDÃO
há uma passagem em que as pessoas começam a esquecer o
nome das coisas por uma espécie de distúbio do sono, uma insô-
nia ou coisa que o valha.Mesmo assim elas não perdiam o senso
de realidade. Vou amplificar este fenômeno para ver se consigo
expressar o que estou querendo dizer:
Imagine que uma pessoa ficasse muda e surda, não por problemas
fisiologico de seu aparelho fonador, auditivo, ou mesmo psíquico,
mas por uma estranha doença que causasse a perda da faculdade
de abstrair diferenças em categorias.Ou seja a cada instante e em
qualquer parte o mundo seria sempre outro, como naquele rio do
Heráclito.
eu sei, eu sei, tá difícil
se eu estiver sendo muito obscuro ou até
contraditório, me desculpem
mas meu pensamento vem aos turbilhões
e só depois de muito erro e confusão consigo
dizer algo de forma compreensivel até para
mim mesmo
é uma espécie de desabafo, uma espécie de
"falar pelos cotovelos", escrevendo.
Eu não sei escrever, prefiro falar, ou melhor
prefiro só pensar, até falar é difícil, mas não tem
outro jeito.
Bem... Voltando ao assunto, pensei no seguinte:
Quando li pela primeira vez uma citação de Foucalt,
na qual declarava-se ser o homen uma invensão
recente da modernidade, fiquei confuso --- Como
assim, mas o homen já não existe há milhares
de anos?!
Foi aí que me explicaram, que as palavras podem
ser as mesmas, mas as categorias ontológicas, não.
Ele usou o termo "homem" num sentido específico, me
parece do homen do renascimento, se não me engano.
E fiquei pensando... --- Fala sério, então nós temos esse
poder divino de criar e destruir coisas só com palavras
Recentemente reclassificaram Plutão como um asteróide
e num passe de mágica desaparece um planeta.
Quote (Jamil @ 07:33 (0 minutos atrás))
P A L A V R A S
Orkut Manager
bemm... acho que o sentido desse texto
é o Idelógico, caracteristico de todo discur-
so, ou falar.
O sentido do qual eu estou tentando falar aqui ( ontológico)
não é este - o ideológico - , mas quero eu crer que serve de su-
porte a ele
Digamos que reclassificassem as milhares de espécies de maçãs
cada uma em algum outro tipo de fruta.Claro, nós, imediatamente
achariamos isso muito estranho, pois nossos sentidos involuntariamente
acusariam a enorme diferença entre um abacaxi e uma maçã para que
as mesmas tivessem o mesmo nome.Mas se nós aplicassemos este
mesmo raciocinio à nossa capacidade de reconhecimento de diferenças
nas coisas, independente das palavras, não retornariamos à mesma
questão.
Não seria este o papel da educação:Criar certas diferenças
ali e destruir outras aqui?
BEm Bem bEM
O que eu estou todo este tempo tentando sugerir
é uma idéia que me parece muito absurda, mas
que finalmente tenho a coragem de expor:
No exemplo, que dei acima, das maçãs, e considerando
tudo que já tentei explicar, seria possivel que maçãs
deixassem de existir?
Sei que todos devem estar pensando que isto é loucura,
totalmente fora da ralidade.
Certo, é mesmo.
O que eu estou propondo é trocarmos
o tabu da realidade física do existir por outro, o do lógico,
ou melhor, ontológico.
Penso assim, pois creio que num futuro bem próximo
será impossivel pensar a Ciência pós-física quântica
sem apelarmos a este expediente.
Acho que a ciência pós-fisica quantica será a união
ou desestruturação que toda a civilização passada
criou co a diferençã entre corpo(realidade física)
e alma ou mente(realidade espiritual)
A Dança e A Miséria
♫ Não sei o que é direito...só vejo preconceito...
A Dança
♫ Miséria , miséria, em qualquer canto...
Todos sabem usar os dentes, riqueza sãe diferentes
filosofia é a originalidade.Não se pode filosofar sem
primeiro elaborar um conceito original de Filosofia.
E todo adolescente Sabe:
O melhor método para Ser original é contrariar os
Velhos.
O Caio Prado, autor do tema "O que é Filosofia"na famo-
sa col. primeiros passos, diz que se trade, no meu enten
der, de justificar o Conhecimento.
Acho que ele quer dizer que a filosofia seria aquela se-
nhora que reclamaria uma justificativa para o Conheci-
mento humano, perguntando o que o validaria , ou com
que direito nós dizemos que tal coisa é ou não é assim
ou assado.
No meu entender ninguém deveria duvidar do senso comum,
por ex., de que o céu é azul.Parece-nos que as afirmações
do nosso senso comum nos são dadas pelos sentidos e como
o próprio nome diz, são dadas, são objetivas, não partem do
sujeito, partem do objeto, ou de fora para dentro.
Então só posso concluir que o objeto do conhecimento filosófico
não é questionar ser o céu azul e a copa das árvores verdes, já
que são DADOS dos sentidos. Mas, quando alguém criou o gênero
cor, abstraindo de azul e verde algo cujos sentidos não "davam",
surge um Problema...cuja soluçao seria o objeto da Filosofia
cont..
E que problema seria esse, cuja solução é o
objeto da filosofia?
Acho que para nós isto parece algo bobo e até
sem sentido devido a já herdamos automatica
mente estas noções em nossa linguagem e cul-
tura já como um DADO.
é isso mesmo, ou to viajando?
Então,...
Sabemos que a linguagem é comum aos grupos humanos
em qualquer estado de civilização, mas quando esta lingua-
gem natural passa a ser objeto de estudo tal qual o é nossa
Gramática, seria isto a Filosofia?
então...
A Gramática sempre me despertou uma certa
curiosidade.Se a lingua é viva e natural, qual
a necessidade da Gramática?
Alguém saberia responder?
Por ex.:
Para haver comunicação através da Língua,
não precisamos saber que certas palavras
são substantivos, outras adjetivos, verbo etc.
Não precisamos de teoria para falar, é como
andar de bicicleta, ou andar, simplesmente.
Agente aprende e pronto.Pergunte a uma pes-
soa, que nunca foi à escola, o que é um subs-
tantivo e verá uma cara de espanto.
Às vezes se diz que o modo de pensar oriental é
diferente do nosso.Não seria isso devido à Gramá-
tica? Será que na gramática deles as categorias são
as mesmas de Aristóteles?
Alguém poderia dizer:
Pô, Jamil, não viaja na maionese, isso
do que você tá falando é apenas uma
classificação uma questão de Lógica,
não de Ontologia.não encana com isso
Então quer dizer que macieiras não existem, nem
flores, nem mesmo rosas?!!! - É tudo só palavras,
palavras e palavras...???
bem..
A minha última postagem deve ter parecido
um pouco estranha, quando disse, em outras
palavras, que o chamado realismo ingênuo,
ou, pela filosofia do realismo ingênuo, as pa-
lavras tornam as coisas reais.
É como se a linguagem, em sua natural clas-
sificação ou nomeação dos objetos, tivesse
também o poder de torná-los reais.
Ou seja, o nome "maçã" e uma maçã são
coisas muito diferentes
melhor dizendo...
Não estou falando que há uma diferença entre
uma maçã e a palavra falada ou escrita "maçã"
na acepção de símbolo e objeto simbolizado.
Estou falando do SUBSTANTIVO maçã, mas não do
substantivo enquanto classificação gramatical,mas
dele como uma categoria ontológica
clareando um pouco mais
É claro que seria fantasioso identificar o símbolo à coisa
simbolizada. Até o senso comum percebe essa diferença.
Não é disso que estou falando.
Vejamos um exemplo, ou parábola:
No romance do Gabriel Garcia Marques CEM ANOS DE SOLIDÃO
há uma passagem em que as pessoas começam a esquecer o
nome das coisas por uma espécie de distúbio do sono, uma insô-
nia ou coisa que o valha.Mesmo assim elas não perdiam o senso
de realidade. Vou amplificar este fenômeno para ver se consigo
expressar o que estou querendo dizer:
Imagine que uma pessoa ficasse muda e surda, não por problemas
fisiologico de seu aparelho fonador, auditivo, ou mesmo psíquico,
mas por uma estranha doença que causasse a perda da faculdade
de abstrair diferenças em categorias.Ou seja a cada instante e em
qualquer parte o mundo seria sempre outro, como naquele rio do
Heráclito.
eu sei, eu sei, tá difícil
se eu estiver sendo muito obscuro ou até
contraditório, me desculpem
mas meu pensamento vem aos turbilhões
e só depois de muito erro e confusão consigo
dizer algo de forma compreensivel até para
mim mesmo
é uma espécie de desabafo, uma espécie de
"falar pelos cotovelos", escrevendo.
Eu não sei escrever, prefiro falar, ou melhor
prefiro só pensar, até falar é difícil, mas não tem
outro jeito.
Bem... Voltando ao assunto, pensei no seguinte:
Quando li pela primeira vez uma citação de Foucalt,
na qual declarava-se ser o homen uma invensão
recente da modernidade, fiquei confuso --- Como
assim, mas o homen já não existe há milhares
de anos?!
Foi aí que me explicaram, que as palavras podem
ser as mesmas, mas as categorias ontológicas, não.
Ele usou o termo "homem" num sentido específico, me
parece do homen do renascimento, se não me engano.
E fiquei pensando... --- Fala sério, então nós temos esse
poder divino de criar e destruir coisas só com palavras
Recentemente reclassificaram Plutão como um asteróide
e num passe de mágica desaparece um planeta.
Quote (Jamil @ 07:33 (0 minutos atrás))
P A L A V R A S
Orkut Manager
bemm... acho que o sentido desse texto
é o Idelógico, caracteristico de todo discur-
so, ou falar.
O sentido do qual eu estou tentando falar aqui ( ontológico)
não é este - o ideológico - , mas quero eu crer que serve de su-
porte a ele
Digamos que reclassificassem as milhares de espécies de maçãs
cada uma em algum outro tipo de fruta.Claro, nós, imediatamente
achariamos isso muito estranho, pois nossos sentidos involuntariamente
acusariam a enorme diferença entre um abacaxi e uma maçã para que
as mesmas tivessem o mesmo nome.Mas se nós aplicassemos este
mesmo raciocinio à nossa capacidade de reconhecimento de diferenças
nas coisas, independente das palavras, não retornariamos à mesma
questão.
Não seria este o papel da educação:Criar certas diferenças
ali e destruir outras aqui?
BEm Bem bEM
O que eu estou todo este tempo tentando sugerir
é uma idéia que me parece muito absurda, mas
que finalmente tenho a coragem de expor:
No exemplo, que dei acima, das maçãs, e considerando
tudo que já tentei explicar, seria possivel que maçãs
deixassem de existir?
Sei que todos devem estar pensando que isto é loucura,
totalmente fora da ralidade.
Certo, é mesmo.
O que eu estou propondo é trocarmos
o tabu da realidade física do existir por outro, o do lógico,
ou melhor, ontológico.
Penso assim, pois creio que num futuro bem próximo
será impossivel pensar a Ciência pós-física quântica
sem apelarmos a este expediente.
Acho que a ciência pós-fisica quantica será a união
ou desestruturação que toda a civilização passada
criou co a diferençã entre corpo(realidade física)
e alma ou mente(realidade espiritual)
A Dança e A Miséria
♫ Não sei o que é direito...só vejo preconceito...
A Dança
♫ Miséria , miséria, em qualquer canto...
Todos sabem usar os dentes, riqueza sãe diferentes
