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BATENDO UM PAPO SOBRE...
A Pulseira do Sexo

A sociedade assistiu perplexa nos noticiários a mais nova brincadeira das nossas crianças e adolescentes chamada de “pulseiras do sexo”. A brincadeira consiste em um pacto firmado por certo grupo, aonde uma menina usa varias pulseiras de cores variadas e os meninos têm a tarefa de com o dedo arrebentar uma dessas pulseiras, dependendo da cor a mesma vale o pagamento de uma prenda que vai desde um beijo até uma relação sexual.
A informação é que a brincadeira se originou na Inglaterra e de forma rápida chegou as escolas de todo o pais gerando uma nova preocupação as instituições de ensino, as famílias e aos governos.
Em nenhuma fase da vida de uma pessoa se justifica um pacto neste sentido, porém quando se trata de jovens de 13, 14 anos a nossa consciência nos pergunta, onde estamos? Como chegamos a isto? E para aonde vamos?
Perguntas essas que nos fazem refletir sobre o papel das instituições, seja ela a família, a escola, o governo ou a igreja e qual o comportamento desses organismos frente às novas gerações.
Precisamos aproveitar que a nossa juventude esta fazendo pactos promíscuos para também fazermos um novo pacto. É necessário chamar pais, professores, governantes, lideres espirituais e formar um novo pacto social de valorização da nossa juventude, “Não basta amar os jovens, eles tem que se sentirem amados.” São João Bosco já dizia isso a seus educadores há tempos atrás. É urgente unirmos nossos esforços e criarmos novas referencias para a juventude, pois esta brincadeira foi somente o símbolo de toda uma sociedade, aonde o jovem tem como referencia políticos corruptos, adultos individualistas e galãs sem escrúpulos, precisamos demonstrar através do exemplo que o verdadeiro valor esta no ser e não no ter.
Vamos valorizar as famílias para que nela o jovem encontre seu modelo e seu reduto, que a família seja a primeira instituição a educar os nossos jovens, que as escolas formem bons cristãos e honestos cidadãos e que a Igreja deixe o jovem se sentir parte dela e que é possível atender o pedido do Papa João Paulo II que chama todos a santidade.
Que aprendamos com esta brincadeira de mau gosto que os caminhos adversos estão ao nosso lado para que saibamos que há um outro caminho para escolher, que as instituição existem para serem preservadas e que a falência de qualquer delas pode desequilibrar toda uma cadeia.
Dom Bosco há mais de cem anos já dizia que o sistema mais correto é o preventivo e nos alertava “Não existe jovens maus, se há é porque não houve nenhum adulto que intercedesse por eles.” Assim façamos nossa parte seja nos colégios, nos palácios, nas igrejas ou na casa de cada um, mas que façamos alguma, não podemos mais permitir a perda dos nossos jovens. Infelizmente sem jovem não há esperança, sem esperança não há futuro e sem o futuro para que estamos vivendo o presente?

Eduardo Assis, Assessor do Grupo São Judas Tadeu, Itajaí
one year ago from web
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