A maldição da preguiça alheia
Não adianta, tem dias que é inevitável ter preguiça alheia, onde a menor interação humana é um sacrifício sem fim.
De manhã, óculos de sol, fones de ouvido, bom dia mundo!
Ilusão de que assim passará despercebida. Tanto que ela queria poder conviver só com mais umas 15 pessoas, assim, no máximo. Aqueles mais queridos, que fazem falta tanto quanto o ar pra respirar. E o resto do mundo, ah, o resto deixa pra lá, só por hoje.
Já acorda com vontade de ser invisível. Não é um exemplar asqueroso da “bonitinha-antipática”, por que essas dão a vida pra serem notadas, ela só é socialmente preguiçosa.
É preguiça que não lhe cabe! De sorrir, de responder, de ler e-mail, de ficar on no MSN. Pra toda e qualquer possibilidade de socializar ela inventa uma desculpa esfarrapada. Os mais chegados já sabem, hoje ela não está nem pra si mesma.
E assim o dia parece nunca acabar, se arrasta levando consigo sua lista de respostas monossilábicas e gestos curtos, dignos de alguém que tirou férias do próximo.
E amanhã? Amanhã vai ser diferente, a preguiça descansa e a moça volta a viver cheia de amor no coração.
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Não adianta, tem dias que é inevitável ter preguiça alheia, onde a menor interação humana é um sacrifício sem fim.
De manhã, óculos de sol, fones de ouvido, bom dia mundo!
Ilusão de que assim passará despercebida. Tanto que ela queria poder conviver só com mais umas 15 pessoas, assim, no máximo. Aqueles mais queridos, que fazem falta tanto quanto o ar pra respirar. E o resto do mundo, ah, o resto deixa pra lá, só por hoje.
Já acorda com vontade de ser invisível. Não é um exemplar asqueroso da “bonitinha-antipática”, por que essas dão a vida pra serem notadas, ela só é socialmente preguiçosa.
É preguiça que não lhe cabe! De sorrir, de responder, de ler e-mail, de ficar on no MSN. Pra toda e qualquer possibilidade de socializar ela inventa uma desculpa esfarrapada. Os mais chegados já sabem, hoje ela não está nem pra si mesma.
E assim o dia parece nunca acabar, se arrasta levando consigo sua lista de respostas monossilábicas e gestos curtos, dignos de alguém que tirou férias do próximo.
E amanhã? Amanhã vai ser diferente, a preguiça descansa e a moça volta a viver cheia de amor no coração.
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